Notícia

09 de Novembro, 2018

Tema do Dia Mundial da Paz destaca boa política entre os países para 2019

Dom Giancarlo Bregantini, arcebispo de Campobasso-Bojano, refletiu sobre o tema do 52º Dia Mundial da Paz, proposto pelo Papa Francisco para 1º de janeiro de 2019

“A boa política está a serviço da paz”. Este é o tema da Mensagem do Papa Francisco para o 52º Dia Mundial da Paz a ser celebrado em 1º de janeiro de 2019. Ao falar sobre o tema, o arcebispo de Campobasso-Bojano, Dom Bregantini, comentou acreditar que seja um tema muito apropriado, quanto a revalorizar a política e não desprezá-la, principalmente, segundo ele, nesta época de soberanismos locais nos quais a falta de perspectivas a longo prazo faz todos míopes.

Para o arcebispo,  o tema sugere ainda que todos precisem de uma política clarividente, de longo prazo, que é a premissa para a paz, porque só assim podem fazer projetos para o futuro. “Agradeço ao Senhor que nos deu através do Papa esta oportunidade: entender que a paz nasce de relações serenas, clarividentes e inteligentes, tendo como base fundamental, como evidenciou Papa João XXIII na Pacem in Terris – ‘a verdade’, pilar de toda a experiência de construção da paz”, relatou o arcebispo.

A Populorum Progressio

Dom Bregantini comentou a riqueza dos documentos do Magistério, e também dos Papas precedentes sobre este assunto, recordando “a grande atualidade da Populorum Progressio”, a poucos dias da canonização de Paulo VI. Ele enfatizou ainda que o Papa pediu para que as nações progredissem em duas frentes: ‘no desenvolvimento integral de todas as pessoas e no desenvolvimento solidário’. O bispo afirmou que por esta proposta não ter sido acolhida, criou-se a dramática situação que se vê na África.

“Hoje a África é uma realidade de pobreza, com a partida de inúmeros migrantes na busca de uma vida melhor, com a triste realidade de ser uma terra dominada pelos interesses de poucos. Acredito que a solução seja esta: retomar a Populoum Porgressio, e começar a entender que as nações que fazem guerra ali, encontrarão guerra em casa”, ressaltou Dom Bregantini.

Durante a audiência, o arcebispo frisou sobre a relevância da paz entre os continentes. “Se fizermos os interesses da Síria, por exemplo, faremos também o nosso. Este é o ponto central. Matar a Síria quer dizer matar a Europa, os Estados Unidos e o mesmo vale para a África”, esclareceu.

Ao finalizar o tema, Dom Bregantini definiu o que colheu mediante a mensagem do Papa. “O tema da política como dinâmica de paz é verdadeiramente olhar para o futuro. É preciso mudar radicalmente a visão, e levar a dinâmica ao ‘ajudar os outros ajuda-se a si mesmo’: não é expulsando os imigrantes das fronteiras que resolvemos o problema. Não resolvemos nada porque é a dinâmica que deve ser mudada. Resolver sozinhos os problemas é mesquinhez, resolver juntos é política”, concluiu.


Fonte: Amex, com Vatican News


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