Notícia

11 de Setembro, 2018

Papa: nestes tempos o Grande Acusador parece perseguir os bispos

Na Missa de hoje, Francisco concentrou-se nos três aspectos que devem caracterizar um bispo

Na homilia da missa celebrada nesta manhã (11), na Capela Santa marta, o Papa Francisco refletiu Evangelho de Lucas (Lc 6, 12-19) proposto pela liturgia do dia. A passagem narra que Jesus passa a noite em oração, e depois escolhe os Doze Apóstolos - ou seja, os "primeiros bispos" - e então desce para as planícies e está em meio às pessoas que vêm para ouvi-lo e serem curadas de doenças.

De acordo com o Papa, nestes tempos, parece que o Grande Acusador está perseguindo os bispos e, portanto, para eles é importante recordar que a sua força é ser homens de oração, saber terem sido escolhidos por Deus e permanecer próximos às pessoas. “É verdade, existem, todos somos pecadores, nós bispos. Mas, procura desvendar os pecados, para que sejam vistos, para escandalizar as pessoas. O Grande Acusador que, como ele mesmo diz a Deus no primeiro capítulo do Livro de Jó, ‘vaga pelo mundo procurando como acusar’. A força do bispo contra o Grande Acusador é a oração, aquela de Jesus sobre ele e a própria; e a humildade de sentir-se escolhido e de permanecer próximo ao povo de Deus, sem ir em direção a uma vida aristocrática que lhe tira essa unção”, destacou Francisco.

O Pontífice ainda observa que o primeiro aspecto fundamental para um bispo é ser homem de oração, a qual é consolação nos momentos difíceis, isto é saber que neste momento Jesus reza por cada um, reza por todos os bispos. Francisco enfatiza que, segundo São Pedro, o bispo é um homem de oração quando diz: "Para nós, a oração e o anúncio da Palavra". Ele não diz: "Para nós, a organização dos planos pastorais ...".

Escolhido por Deus

O segundo aspecto que o Santo Padre ressalta é que Jesus escolhue os Doze, e o bispo  fiel sabe que não foi ele que escolheu. Para ele, o bispo que ama Jesus não é um competente que segue em frente com sua vocação como se fosse uma função, olhando para outra oportunidade de seguir em frente e subir. Não. “O bispo se sente escolhido. E ele tem a certeza de ter sido escolhido. E isso remete ao diálogo com o Senhor: "Você me escolheu, que sou pouca coisa, que sou pecador ...": Porque ele, quando se sente escolhido, sente o olhar de Jesus sobre a própria existência e isso lhe dá força”, pontuou.

Cursos para bispos

Francisco fez esta reflexão sobre a escolha dos bispos como Jesus fez pela primeira vez, também à luz do fato de que, neste período em Roma, estão sendo realizados três cursos para bispos: um de atualização para os bispos que completaram 10 anos de episcopado;  um para 74 bispos que  estão à frente das dioceses de territórios de missão, que portanto fazem referência  à Congregação de Propaganda Fidei,  e um terceiro com 130 a 140 bispos que pertencem à Congregação dos Bispos. No total, mais de 200 bispos participam do curso nestes dias no Vaticano.  

Bispo próximo às pessoas

O Papa Francisco finalizou sua homilia evidenciando que o bispo precisa seguir o exemplo de Jesus no Evangelho de hoje. Segundo o Santo Papa, o bispo não deve permanecer distante do povo, evitar atitudes que o levam a estar distante do povo, que seja um bispo que toca as pessoas e se deixa tocar pelas pessoas. “Ele não vai procurar refúgio nos poderosos, nas elites: não. Serão as elites que irão criticar o bispo; o povo tem essa atitude de amor para com o bispo, e tem essa - por assim dizer – esta unção especial: confirma o bispo na vocação”, finalizou.


Fonte: Amex, com Vatican News


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