Notícia

18 de Novembro, 2014

Papa Francisco confirma presença no Encontro Mundial das Famílias de Filadélfia em 2015

Foi no âmbito da 1ª sessão do Simpósio Inter-religioso internacional subordinado ao tema “A complementaridade entre homem e mulher”. Os trabalhos estão a decorrer na Sala Paulo VI e foram abertos pelo promotor do encontro, o Card. Gerhard Müller, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé.

Dirigindo-se aos participantes, o Papa Francisco iniciou frisando que a complementaridade, base do matrimónio e da família, é uma grande riqueza, bem e beleza. Já na 1ª Carta de São Paulo aos Coríntios consta que homem e mulher são como ‘membros do corpo humano que se completam’.

“A meditação que vocês realizam abrange as ‘harmonias’ que estão no centro de toda a Criação. A ‘harmonia’ é a palavra-chave para entender a complementaridade”, frisou o Santo Padre.

 

“Lugar principal onde começar a respirar valores e ideais e realizar potenciais de virtude e caridade, a Família é também lugar de tensões, mas igualmente lugar onde resolver tensões. Hoje, matrimónios e famílias estão em crise. Cada vez mais pessoas renunciam ao matrimónio como compromisso público. Esta revolução do costume e da moralidade é frequentemente interpretada como ‘liberdade’, mas causa devastação espiritual e material a inúmeros seres humanos, especialmente os mais vulneráveis. E o declínio da cultura do matrimónio é associado ao aumento da pobreza e a uma série de problemas sociais que atingem de modo desproporcional mulheres, crianças e idosos. São sempre eles os que mais sofrem com esta crise, que originou a ‘crise da ecologia humana”.

A este ponto, o Papa fez uma crítica à lentidão da Igreja:

“A humanidade compreendeu a necessidade de enfrentar aquilo que constitui uma ameaça aos nossos ambientes naturais; somos lentos, inclusive em nossa cultura católica, em reconhecer que nossos ambientes sociais estão em risco. É necessário promover uma nova ecologia humana e fazê-la progredir”.

O Papa Francisco pediu aos relatores e participantes ressaltarem, no âmbito dos debates, a outra verdade sobre o matrimónio: “que o compromisso definitivo com a solidariedade, a fidelidade e o amor fecundo atende aos anseios mais profundos do coração humano”.

Improvisando, o Papa acrescentou que os jovens devem ser revolucionários e ter coragem de procurar um amor forte e duradouro; devem ir contra a corrente. E advertiu: “Não podemos ser rotulados com conceitos ideológicos. Não se pode falar hoje da ‘família conservadora’ ou de ‘família progressista’: família é família; tem uma força em si”.

“Que este encontro possa ser fonte de inspiração para todos os que sustentam e reforçam a união do homem e da mulher no matrimónio como um bem único, natural, fundamental e belo para as pessoas, as famílias, as comunidades e as sociedades”, concluiu o Papa Francisco



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