Notícia

20 de Novembro, 2018

Papa: ao encontro definitivo com o Senhor levaremos o que doamos

O Santo Padre explicou que não está em primeiro lugar um discurso sobre o fim do mundo, mas o convite a viver bem o presente

O Papa Francisco rezou a oração mariana do Angelus, no último domingo, 18, na ocasião do II Dia Mundial dos Pobres, com os fiéis e peregrinos reunidos na Praça São Pedro. Na alocução que precedeu a oração, o Pontífice frisou que, no Evangelho, Jesus quer ‘instruir os seus discípulos sobre os eventos futuros’.
 
O Santo Padre explicou que não está em primeiro lugar um discurso sobre o fim do mundo, mas o convite a viver bem o presente, a vigiar e estar sempre prontos para quando seremos chamados a prestar contas de nossa vida. “Jesus diz: «Nesses dias, depois da tribulação, o sol vai ficar escuro, a lua não brilhará mais, as estrelas começarão a cair do céu»”, relatou.
 
Rosto radiante de amor

Francisco descreveu que essas palavras nos fazem pensar no início do Livro do Gênesis que fala da criação: o sol, a lua e as estrelas que desde o início dos tempos brilham em sua ordem e iluminam, sinal de vida, aqui são descritos em sua decadência, enquanto mergulham na escuridão e no caos, sinal do fim. “Ao invés, a luz que naquele último dia resplandecerá será única e nova: será a luz do Senhor Jesus que virá na glória com todos os santos. Naquele encontro veremos, finalmente, o seu Rosto na luz plena da Trindade; um rosto radiante de amor, diante do qual todo ser humano aparecerá em total verdade”, disse o Papa.
 
O Pontífice sublinhou que a história da humanidade, assim como a história pessoal de cada um de nós, não pode ser entendida como uma simples sucessão de palavras e fatos que não fazem sentido.
 
Encontro definitivo com o Senhor

Em sequência ao seu discurso, o Papa acrescentou que não pode ser também interpretada à luz de uma visão fatalista, como se tudo já estivesse pré-estabelecido segundo um destino que subtrai todo espaço de liberdade, impedindo fazer escolhas que sejam o fruto de uma decisão verdadeira.
 
Francisco citou o tema no Evangelho de hoje, no qual relembrou que Jesus diz que a história dos povos e a de cada um tem um fim e uma meta a ser alcançada: o encontro definitivo com o Senhor. “Não sabemos a hora e nem como acontecerá. O Senhor reiterou que «ninguém sabe nada, nem os anjos no céu, nem o Filho». Tudo é mantido no segredo do mistério do Pai. Sabemos, todavia, um princípio fundamental com o qual devemos nos confrontar. “Passarão o céu e a terra, mas as minhas palavras não passarão”, enfatizou.

Segundo o Papa, ninguém escapa desse momento, nenhuma pessoa escapa desse momento. “Naquele dia, cada um de nós entenderá se a Palavra do Filho de Deus iluminou a própria existência pessoal, ou se virou as costas para ela, preferindo confiar nas próprias palavras. Será mais do que nunca o momento de nos abandonarmos definitivamente ao amor do Pai e confiar-nos à sua misericórdia”, advertiu o papa.

Levaremos somente o que doamos
 
Ao final do Angelus, o Santo Padre informou que a esperteza, que muitas vezes as pessoas colocam nos comportamentos para dar crédito à imagem que querem oferecer, não será mais necessária. Ele disse ainda que da mesma forma, o poder do dinheiro e dos meios econômicos com os quais pretendem com presunção comprar tudo e todos, não poderá ser mais ser usado. “Não teremos conosco nada além do que realizamos nessa vida, acreditando em sua Palavra: tudo e nada do que vivemos ou deixamos de realizar. Levaremos conosco somente o que doamos, o que oferecemos”.

Francisco convidou a invocar a intercessão da Virgem Maria a fim de que a constatação do tempo de todos provisório na terra e da limitação não os afundem na angústia, mas os chame à responsabilidade para ‘comigo, o próximo e o mundo inteiro’.


Fonte: Amex, com Vatican News


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