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Notícia

08 de Julho, 2019

A oração é realmente cristã se tiver dimensão universal, diz Papa

No Angelus deste domingo, 07, Francisco refletiu sobre a oração e a alegria da missão

Milhares de peregrinos rezaram o Angelus com o Papa Francisco neste domingo, 07, na Praça São Pedro. Entre eles, um grupo de 60 brasileiros.

O Evangelho do 14º Domingo do Tempo Comum, que apresenta Jesus enviando seus 72 discípulos, além dos 12 apóstolos, para pregar a Boa Nova foi o ponto de partida da reflexão de Francisco.

O Pontífice comentou que o número 72 indica todas as nações, provavelmente, representando “a missão da Igreja de anunciar o Evangelho a todas as pessoas”. Àqueles discípulos, lembrou ainda, Jesus disse: “A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos! Rezem, então, ao Senhor da messe para que mande trabalhadores na sua messe!”.

O Santo Padre explicou que o pedido feito por Jesus é sempre válido. “Sempre devemos rezar ao ‘dono da messe’, isto é, Deus Pai, para que mande operários para trabalhar no seu campo que é o mundo. E, cada um de nós, deve fazê-lo com o coração aberto, com uma atitude missionária; a nossa oração não deve se limitar somente ao que precisamos, às nossas necessidades: uma oração é realmente cristã se também tiver uma dimensão universal”, disse.

A missão e a oração

Ao enviar os 72 discípulos, observou o Papa, Jesus deu instruções precisas que expressavam as características da missão. Entre elas: rezar, ir ao encontro das pessoas e levar a paz. 

“Esses imperativos mostram que a missão é baseada na oração; que é itinerante; que requer desapego e pobreza; que leva paz e cura, sinais da proximidade do Reino de Deus; que não é proselitismo, mas anúncio e testemunho; e que também requer a franqueza e a liberdade evangélica de ir embora demonstrando a responsabilidade de ter rejeitado a mensagem da salvação, mas sem condenações e maldições”, explicou.

A alegria, aquela que vem da missão

Se vivida nestes termos, sublinhou o Papa Francisco, “a missão da Igreja será caracterizada pela alegria”, mas não uma “alegria efêmera, que vem do sucesso da missão”; ao contrário, “uma alegria enraizada na promessa que diz Jesus: ‘os vossos nomes estão escritos no céu’”.

“Cada um de nós pode pensar no nome que recebeu no dia do Batismo: esse nome está ‘escrito no céu’, no coração de Deus Pai. E é a alegria desse dom que faz de cada discípulo um missionário, aquele que caminha em companhia do Senhor Jesus, que aprende com Ele a se dedicar sem restrições pelos outros, livre de si mesmo e dos próprios bens”, concluiu o Pontífice.


Fonte: Amex, com Vatican News



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